(31) 3234-0606
 - Segnet - Sistema de segurança eletrônica, CFTV, portões automáticos, catracas
(31) 98408-0114
 - Horário comercial 7:30 as 17:45
Blog
Notícias
Vale anuncia contratação de órgão dos EUA para dar segurança em barragens

Vale anuncia contratação de órgão dos EUA para dar segurança em barragens

Presente na comissão externa da Câmara dos Deputados criada para acompanhar os desdobramentos do rompimento da barragem do Córrego do feijão, em Brumadinho (MG), o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou, nesta quinta-feira (14/2), que a empresa contratou um órgão norte-americano de licenciamento, o US Army Corps of Engineers, para intensificar a segurança nas suas estruturas. 

 

Por meio do governo, solicitamos um contato com o US Army Corps of Engineers, órgão americano que licencia todas as barragens dos Estados Unidos, para introduzir novas restrições e regras para funcionamento em barragens da Vale, afirmou. A empresa tem 500 barragens e não pode ter problemas. O que ocorreu foi inaceitável, por isso recorremos à ajuda externa, emendou.

 

Segundo o presidente da Vale, a questão das barragens se sustenta numa pedra fundamental, que é o laudo de estabilidade. São os especialistas que concedem os laudos que se envolvem com a questão, explicou. Com tantas barragens, é impossível, de outra maneira, gerir o sistema. Não pode ter burocracia, ressaltou. Schvartsman disse que não há tempo de envolvimento de outros agentes a não ser os especialistas dos laudos.

 

A Vale existe há 70 anos e nunca tinha ocorrido problema de barragem. O primeiro foi no Córrego do Feijão, numa barragem que não foi construída pela Vale e sim pela Ferteco (mineradora comprada pela Vale), justificou. Schvartsman destacou que a Vale não utiliza sistema à montante e, depois do acidente da Samarco (da qual a Vale sócia) em Mariana, a empresa começou a fazer descomissionamento em todas as suas barragens com esse tipo de estrutura. 

 

O sistema à montante é quando a barragem é construída de um ponto mais baixo para o mais alto com o próprio rejeito) e descomissionamento é o processo de descaracterização de uma barragem, com incorporação daquele ambiente à natureza. 

 

Começamos os descomissionamentos pelas barragens que não precisavam de licenciamento, as menores, o que não era o caso de Brumadinho. A razão de nunca ter feito isso antes foi porque não tinha ocorrido acidentes até Mariana, disse.

 

Schvartsman reiterou o que já havia informado em outras apresentações, de que entrou na Vale há apenas um ano e meio e que as medidas de descomissionamento já tinham sido adotadas antes dele se juntar à companhia. Tornamos o monitoramento 24 horas em todas as barragens com a intenção de ter capacidade de reação. Esse tipo de atuação se tornará mais frequente neste período porque a qualquer sinal a Vale tomará iniciativa muito rápida, explicou, mas reconheceu que isso foi uma determinação da Agência Nacional de Mineração. A ANM elevou o nível de atenção.

 

Joia brasileira

Schvartsman afirmou aos parlamentares que a Vale é uma joia brasileira, uma da maiores mineradoras do mundo, e que não pode ser punida por um acidente. Foi interrompido pelo deputado Rogério Correia (PT-MG): O que ocorreu em Minas Gerais foi crime. É um absurdo o presidente da Vale falar em acidente. Mas foi interrompido pelo presidente da mesa. 

 

O dirigente da Vale também apresentou as medidas que a Vale está tomando em relação ao meio ambiente. Esse desastre, por enquanto, está muito focado na tragédia humana, mas também é um desastre ambiental, pontuou. Conforme ele, a empresa etá fazendo monitoramento da água e garantindo o fornecendo para as comunidades enquanto não está potável. 

 

Com relação à fauna, Schvartsman assinalou que há vários profissionais trabalhando no recolhimento dos animais. Estamos tomando o cuidado de retirar os peixes do rio e levar para viveiros para não sofrerem com a piora da qualidade da água.

15 / Fev / 2019
Simone Kafruni - Correio Braziliense