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Falta de Segurança nas Escolas: O que fazer?

Falta de Segurança nas Escolas: O que fazer?

A violência é um dos mais cruéis reflexos de uma sociedade baseada na desigualdade. Uma vez que a falta de segurança generalizada chega até as escolas, o SISMMAC se debruçou sobre o assunto nas últimas semanas em um especial de matérias no site que teve como objetivo traçar um panorama de como os CMEIs e escolas de Curitiba são impactados pela violência diariamente.

 

O levantamento realizado pelo Sindicato com todas as unidades da rede revelou que o vandalismo é a forma de violência mais presente nas escolas: a maioria delas (51,3%) apresentam pichação ou sofreram depredação neste ano. O furto de equipamentos também é significativo, com mais de 135 ocorrências nas 185 unidades até meados de maio.

 

Assaltos na redondeza e furtos de carros e peças de veículos atingiram 25% das escolas. Tendo em vista os números, uma reivindicação de professores e funcionários é a volta da Guarda Municipal, que se afastou das unidades à medida que uma empresa privada passou a zelar pela segurança dos locais. A presença da Guarda e o contrato com a empresa privada G5 também foram objeto de discussão nos textos produzidos para o Especial.

 

Não existe solução rápida e fácil

 

Diante das estatísticas e do debate, uma questão aparece: o que fazer para melhorar a situação? Para a professora Graziela Lucchesi da Silva, do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o caminho é desnaturalizar a violência, e deixar de olhar cada caso de forma individual. A violência não é inerente à escola, e sim o reflexo de uma sociedade de classes antagônicas, explica. Segundo ela, ter consciência de que essas são as origens da violência é condição necessária para que sejam formuladas propostas coletivas de enfrentamento do problema.

 

O ponto mais importante a ser esclarecido é que não existe solução imediata para a questão. Na Pauta Geral de Reivindicações, o magistério aprovou tópicos relacionados ao aumento da vigilância, que pretende amenizar os casos de violência a curto prazo. As demandas incluem a permanência de um guarda municipal por unidade escolar em todos os horários de funcionamento, o controle de trânsito junto ao órgão responsável (Setran) no horário de entrada e saída das aulas e a instalação de interfones em todas as escolas, além da solicitação para rever o contrato com a empresa G5, que hoje não atende à demanda de segurança nas unidades escolares. No entanto, os pedidos citados acima são apenas paliativos e de forma alguma serão suficientes para acabar com a violência nos arredores das escolas.

 

O envolvimento com a comunidade ao redor é essencial

 

O primeiro passo para que ocorrências desse tipo diminuam diz respeito ao envolvimento mais próximo da comunidade com a escola. De acordo com a professora Tania Maria Rechia, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que há mais de 15 anos estuda o tema da indisciplina e violência escolar, deve haver um movimento nos dois sentidos. Se por um lado a gestão da escola precisa estar próxima da comunidade na cobrança de melhorias na infraestrutura do bairro, por outro a participação da comunidade em decisões aparentemente simples como a cor usada para pintar os muros da escola ajuda a diminuir os índices de violência.

 

De fato, o levantamento realizado pelo Sindicato verificou uma ligação direta entre ações com a comunidade e a ausência de questões de vandalismo e depredação. Algumas unidades contam com o projeto Comunidade Escola, que disponibiliza espaços como a quadra de esportes para o lazer da vizinhança durante o final de semana. Em outras, os muros externos receberam desenhos de graffiti e nunca mais foram alvo de pichação. A união com os pais de alunos na reivindicação de melhorias para todos, como é o caso da presença da Guarda Municipal, também fortalece o senso de comunidade e auxilia na mobilização.

14 / Mar / 2019
SISMMAC